Investigação chamada Operação Auditus realizada pelo Gaeco e Gecoc, revela fraudes em listas de atendimentos médicos em Nioaque na gestão passada de Valdir Couto Junior.
Crianças pequenas e até pessoas já falecidas aparecem como signatárias de consultas. A clínica Prontomed, envolvida em um esquema, fazia listas de exames e procedimentos que muitas vezes nunca aconteceram.
Essas listas eram enviadas à Secretaria Municipal de Saúde, onde a então secretária Márcia Jará (secretaria de Saúde de Valdir Couto Junior), autorizava pagamentos sem verificar a realização dos serviços.
O Ministério Público encontrou várias irregularidades, incluindo falsificação de assinaturas, registros duplicados e pacientes em procedimentos impróprios para suas idades. Mães de crianças afirmaram que seus filhos não fizeram o teste da orelhinha, que estava na lista de exames realizados.
O valor estimado desviado chega a R$ 1.262.211,00. Foram decretadas prisões preventivas para os donos da Prontomed e outros envolvidos, enquanto sete pessoas foram alvo de busca e apreensão.
Quem teve prisão decretada, Robson Roosevelt Ferreira Aguilar e Bianca Fernandes Leite Aguilar; a gerente administrativa da empresa, Tatiane Barbosa de Souza Grubert; a então secretária de Saúde Márcia Cristiane Missioneira Jara; e o então secretário de Governo Wagner Alves Ribeiro Guimarães.
Em junho deste ano, Wagner acusado de receber quase R$ 1 milhão em sua conta, estava em viagem pela Europa, conforme aparece ele e a namorada nas redes sociais.

